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07 fev 2015

Entidades defendem propostas para a crise hídrica em São Paulo

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Lideranças de entidades representativas do setor de saneamento foram recebidas na Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, no dia 22 de janeiro, pelo secretário da Pasta, Benedito Braga, pela secretária adjunta, Mônica Po

rto, pelo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, e pelo superintendente do DAEE, Ricardo Borsari. Na ocasião, foi entregue às autoridades documento com propostas para gestão dos recursos hídricos e do saneamento em São Paulo.

O encontro foi uma demonstração da união desses organismos com a SSRH, especialmente em relação à escassez de água e os riscos de colapso no abastecimento público de São Paulo.

No documento, as entidades expressam sua disposição em trabalhar em conjunto com a Secretaria para o enfretamento da crise, propostas de medidas emergenciais e imediatas e outras para curto prazo. O relatório aborda questões referentes aos recursos hídricos, com um diagnóstico, e na sequência, um conjunto de propostas, além de discorrer acerca de questões referentes à prestação de serviços de saneamento no Estado.

Entre as propostas de ações emergenciais, estão:

1) Elaboração imediata de planos de contingência e de comunicação para a crise;
2) Reestruturação da Governança de Recursos Hídricos no Estado de São Paulo, prioritariamente na Macrometrópole;
3) Estruturação e implantação de um Programa de Gestão de demanda na região da Macrometrópole;
4) Implantação de monitoramento integrado da qualidade e da quantidade das águas;
5) Utilização a plena capacidade de regularização do Reservatório Billings para o abastecimento de água;
6) Estruturação e implantação de ações de incentivo financeiro;
7) Reestruturação da fiscalização das áreas de mananciais.

Para ações de curto prazo, foram sugeridas:
1) Aperfeiçoamento da gestão de recursos hídricos e de saneamento por bacias hidrográficas
2) Planejamento e implantação do Programa de garantia da segurança hídrica da Macrometrópole;
3) Aperfeiçoamento do licenciamento, da regularização e da compensação ambiental;
4) Revisão e aperfeiçoamento das leis de proteção e recuperação de mananciais;
5) Apoio a ações para urbanização de favelas;
6) Promoção de instrumentos para indução de usos compatíveis com preservação e recuperação da qualidade de mananciais;
7) Intensificação e ampliação do pagamento por serviços ambientais.

O encontro foi aberto pelo secretário Benedito Braga, com a explanação do panorama geral da grave crise hídrica enfrentada pelo Estado e passou a palavra às lideranças de classe que discorreram sobre alternativas de enfrentamento, com ênfase na elaboração de um plano de contingência, no reforço da imagem da Sabesp por meio de uma comunicação positiva, na criação de câmaras técnicas, na qualificação e reconhecimento dos profissionais da empresa e na busca de inovações tecnológicas, para captação, tratamento e distribuição de água.

Na sequência, o presidente da Sabesp Jerson Kelman, afirmou que “atravessar o deserto de 2015” poderá ser o maior desafio da Companhia, que terá que abrir mão de planejamentos antigos, de situação de normalidade e criar outra estrutura em caráter emergencial. Suas considerações foram endossadas pelo superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, que discorreu sobre as operações legais, como novas outorgas e regularizações para somar esforços na busca de soluções.

(fonte: http://www.aguaonline.com.br/materias.php?id=3861&cid=14&edicao=604)

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